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Duque de Caxias - 17 de novembro de 2011

Marcha para Jesus reúne evangélicos e católicos em Caxias

 

Milhares de cristãos acomapnharam as pregações e os shows de música gospel

A primeira Marcha para Jesus de Duque de Caxias, realizada no feriado de 15 de novembro, terça-feira, foi marcada pelo fervor popular e pelo combate a intolerância religiosa. Organizada por Igrejas Evangélicas do município, a marcha, que reuniu cerca de 2 mil pessoas, contou também com a presença de padres da Igreja Católica, demonstrando o caráter ecumênico do evento. A marcha contou com dois pontos de encontro: Praça Humaitá, no bairro 25 de Agosto, e Rua Manuel Reis, no bairro Centenário. De lá, os grupos de deslocaram até a Praça do Pacificador, no Centro, onde acompanharam a pregação de pastores e padres, além de shows de música gospel.

 

O pastor Edmilson Martins e o apóstolo Ivan Andrade

 

“Superamos nossas expectativas e lutamos contra muitos obstáculos, mas a participação da população demonstrou que tudo valeu a pena”, disse o pastor Edmilson Martins,  presidente do COMEBE (Conselho de Ministros Evangélicos do Brasil e do Exterior), que agradeceu a cooperação que o evento recebeu da Prefeitura. “Sem a participação das secretarias de Comunicação e Segurança Pública, entre outros órgãos municipais, não conseguiríamos realizar essa marcha”, afirmou. O apóstolo Ivan Andrade, presidente do Conselho de Pastores de Duque de Caxias, também estava feliz com o resultado. “Este é um presente inesperado de Deus. Superamos grandes desafios para realizar esta marcha”, falou o apóstolo.

 

O evento contou com a presença de diversos nomes da música gospel, como o DJ Alpiste, Adriano Gospel Funk, Bethania Lima, Jairo Bomfin e Filhos Benditos. Representando o prefeito José Camilo Zito, o secretário de Comunicação e Eventos, Luiz Carlos dos Santos – o Lucas – falou a todos os cristãos presentes. “É um prazer estar em um evento de amor e paz como este e ter contribuído com nosso trabalho para que ele pudesse ser realizado. Tiramos uma lição de compreensão e tolerância para o Brasil desse encontro: juntar igrejas evangélicas e católica para orar pelo mesmo Deus é possível. Que esta marcha seja a primeira de muitas”, disse Lucas.

 

Os padres Marcos Bejarano e Benedito Zenobia

 

Representando a Igreja Católica, os padres Marcos Bejarano, da paróquia de Vila São Luis, e Benedito Zanobia, da paróquia de Gramacho, se mostraram surpresos com o convite para participar do evento e afirmaram que este foi o primeiro passo de futuras iniciativas em conjunto. “Foi inusitado receber este convite. E muito positivo também”, disse padre Marcos. “Estamos conversando com os pastores para realizar um festival de teatro cristão no ano que vem. E vamos procurar ter a participação dos evangélicos aqui da cidade na próxima Campanha da Fraternidade, cujo tema será saúde pública”, declarou o padre Benedito.

 

O secretário de Comunicação Lucas: lição de compreensão e tolerância

 

A marcha contou com cerca de 80 servidores municipais, entre guardas municipais, agentes de trânsito da saúde. Havia banheiros químicos para a população, brinquedos para as crianças e adultos (tobogã inflável e camas elásticas) e três ambulâncias do SAMU (serviço de atendimento móvel de urgência) para emergências. Também estiveram presentes os secretários de Segurança Pública, Francisco Neto, e de Meio Ambiente, Samuel Maia, entre outras autoridades.


Texto: Vinícius Marins
Crédito fotos: Edmilson Muniz


 

2 Comentários

  1. Eu não li nesta matéria, o(s) nome(s) dos representante(s) da música católica. A presença de Padre(s) é suficiente para falarmos de ecumenismo? reflitamos. Não diria que foi um primeiro passo de uma marcha, mas apenas um suspiro ecumênico.

  2. Concordo Wallace. Aliás, ecumenismo é muito mais do que isso. Quantas outras religiões existem no nosso município? ecumenismo seria todas as religiões reunidas no mesmo evento. O fato de “representantes” de uma ou outra religião estarem presentes, a mim parece mais uma pequena demonstração de “tolerância obrigatória” do que um avanço de reconhecimento de liberdade de expressão/religião. Digo isso livre de qualquer “puxação de brasa pra minha sardinha” porque a fé que professo não se liga a nenhuma das religiões ditas “oficiais”, aliás, já está mais do que na hora de nossa prefeitura mudar de atitude com relação ao que o povo precisa e merece, deixando de lado interesses próprios. Como se pode falar de intolerância em um evento que reune apenas duas das inúmeras religiões? Evangélicos e católicos podem falar por um universo muito maior do que o entendimento que eles próprios possam ter do que realmente significa a palavra religião? “RELIGAÇÃO”. Quer dizer, “RELIGAR”. Religar o homem a Deus. Esse é o significado da palavra RELIGIÃO. E homem é muito mais do que um aglomerado de pessoas de uma ou duas religiões. É um todo por um único motivo: “RESPEITO”. Enquanto essa pequena palavra de significado imenso não for levada a sério, nada será válido. Então, não dá pra dar parabéns, é preciso universalizar a tolerância. Aí sim, ela será para “TODOS” e não para “ALGUNS” privilegiados.

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