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Notícias - Saúde e Bem-estar - 3 de abril de 2013

Câncer de mama: somente dois em cada dez nódulos são associados a tumores malignos

mamaA rigor, as pessoas deveriam abrir os resultados de exames somente na presença do médico solicitante. Mas, como isso não é regra, muitas mulheres perdem o controle diante de um laudo que aponta a presença de um nódulo na mama. De acordo com aAmerican Cancer Society, a boa notícia é que cerca de 80% das alterações submetidas à biópsia por agulha (mamotomia) são consideradas benignas.  Guiada por ultrassom ou estereotaxia (mamografia), a biópsia percutânea resulta na remoção de uma amostra do tecido para que seja realizado um exame histológico, que apontará se as alterações celulares são benignas ou malignas.


De acordo com o Inca (Instituto Nacional do Câncer), no ano passado, em cada grupo de 100 mil mulheres, 52 foram diagnosticadas com câncer de mama. Nas regiões Sudeste e Sul a incidência da doença foi maior: 69/100 mil e 65/100 mil, respectivamente. Na opinião da doutora Vivian Schivartche, médica radiologista especialista em diagnósticos de câncer de mama do Centro de Diagnósticos Brasil (CDB), em São Paulo, o rastreamento mamográfico deve começar aos 40 anos. Entretanto, é importante estar sempre alerta porque há mulheres que notam o aparecimento de um nódulo no seio antes disso.

 

“Somente dois em cada dez dos nódulos diagnosticados por métodos de imagem são associados a tumores malignos. Mesmo nesses casos, as chances de cura são promissoras. Hoje em dia, as pacientes contam com recursos diagnósticos de ponta. Durante a mamotomia, fazemos biópsia de nódulos de até 1,5cm ou calcificações muito pequenas agrupadas nas mamas. O procedimento, que é guiado pela estereotaxia (mamografia), ultrassom, ou por ressonância magnética, é realizado em clínica ou ambulatório, dispensa internação, faz uso de anestesia local – sendo indolor – e praticamente não deixa nenhuma cicatriz na paciente, retirando bastante material da lesão. Vale ressaltar que a mamotomia é indicada para nódulos ou lesões não palpáveis, encontrados nos exames de screening (imagem)”, diz a médica.

 

De acordo com a radiologista, até poucos anos atrás, a mulher era submetida a um procedimento cirúrgico para retirar a lesão e analisar se o nódulo era benigno ou maligno. “A paciente permanecia internada por dois ou três dias e ainda ficava com cicatriz. Ou seja, a maioria das mulheres nessas condições sofria desnecessariamente. A mamotomia, que é realizada na maior parte das clínicas das grandes cidades, é um método diagnóstico preciso, facilita a vida da paciente e não deixa marcas – nem físicas, nem emocionais”, diz a médica.

 

Fonte: Dra. Vivian Schivartche, especialista em diagnóstico da mama, médica radiologista do CDB Premium – pertencente ao Centro de Diagnósticos Brasil. www.cdb.com.br

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