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Saúde e Bem-estar - 27 de maio de 2011

Baixada Fluminense recebe apoio internacional para fortalecer a saúde

Os municípios da Baixada estão recebendo apoio internacional para reestruturar e fortalecer a saúde. O Consórcio Intermunicipal de Saúde da Baixada Fluminense firmou nova parceria com o Consórcio de Saúde e Social da Catalunha – CSC e o Ministério da Saúde com o objetivo de discutir e elaborar novas modalidades de gestão na atenção básica à saúde baseadas em metas de desempenho. O projeto, que envolve diversas ações, conta ainda com a parceria da Escola Nacional de Saúde Pública – Ensp/Fiocruz, e do Centro de Estudos e Pesquisa em Saúde Coletiva – Cepesc/UERJ.A meta é implantar um modelo de governança que ofereça atendimento mais resolutivo nos postos de saúde, estimulando a prevenção e a atenção primária, e reduzindo a procura por consultas e exames nos hospitais de emergência. Inicialmente, o projeto está sendo implantado nos municípios de Japeri e Itaguaí. As experiências positivas alcançadas nesses municípios, selecionados como pilotos, serão compartilhadas posteriormente com toda a região.

“Estamos trazendo a expertise da Catalunha que está sendo adequada à nossa realidade. Investiremos em informatização, contratação dos profissionais de saúde com base na produtividade e planejaremos de forma adequada a saúde básica para oferecer maior resolutividade ao atendimento à população. Somente dessa forma conseguiremos êxito”, explica o presidente do Conselho Técnico do Cisbaf e secretário de Saúde de Japeri, Fabio Volnei.

Fonte: CONASEMS

Para a elaboração de um planejamento estratégico um mapeamento criterioso está sendo realizado reunindo dados, como demanda e oferta de serviços; recursos investidos; estrutura das unidades de saúde; gastos com recursos humanos, aquisição de medicamentos e exames, contratos estabelecidos e ferramentas de gestão utilizadas. As informações possibilitarão ainda otimizar recursos municipais e identificar outras fontes de investimento em nível estadual e federal que possam ser empregadas.

Segundo a consultora do CSC Olga Pané as ações desenvolvidas precisam apresentar resultados eficazes. Para ela não adianta implantar várias ações de baixo custo que não ofereçam resolutividade. “Todos os países estão preocupados com a eficiência na saúde e para alcançá-la precisamos planejar e estruturar adequadamente a atenção primária. Ela precisa prevenir os agravos da saúde, resolver as doenças e filtrar os atendimentos por complexidade. Se não tivermos esses conceitos claros no nosso plano de ação, não teremos sucesso no final do trabalho”, explica.

O otimismo também contagia o secretário de Saúde de Itaguaí, Carlos Chagas: “Vimos – na ocasião da visita técnica realizada através do Cisbaf – um modelo de saúde na Catalunha que é aplicável à Baixada. Precisamos conscientizar o profissional de saúde, organizar melhor nosso recurso e buscar resultados. Nossos problemas principais são de gestão e de descontinuidade dos programas. Se analisarmos os princípios que norteiam o SUS, a gente percebe que ainda não conseguiu colocá-los em prática de forma integral.”

Capacitação é uma das prioridades

Capacitar é uma das prioridades do convênio. Até o momento foram realizados dois seminários voltados para gestores e técnicos municipais da saúde. O primeiro, ocorrido em novembro do ano passado, abordou a importância do uso da informação e sua aplicação na gestão e no planejamento. Além disso, debateu sobre os principais sistemas de informação existentes no país, seus pontos positivos e negativos, e desafios encontrados na atualização dos dados.

Com o tema central “Novos Modelos Organizacionais na Gestão do SUS” gestores e técnicos municipais participaram do segundo seminário, realizado em 23 de fevereiro, onde foram apresentados os diferentes modelos introduzidos na gestão da saúde nos últimos anos, tais como Organizações Sociais (OSS), OSCIPs e Fundações Públicas. Bases conceituais sobre governança, propostas do novo governo Dilma Roussef, experiências exitosas e aspectos jurídicos das inovações organizacionais foram discutidos durante todo o dia.

A qualificação da atenção básica de saúde da Baixada Fluminense – com melhor acolhimento dos pacientes e informatização das unidades –, é um dos principais eixos da nova política de saúde do governo Dilma Roussef, anunciou, durante seu discurso, o diretor do Departamento de Atenção Básica do Ministério da Saúde, Heider Araújo Pinto. Segundo Heider, o novo governo vê com bons olhos as organizações intermunicipais e elogia a iniciativa do Cisbaf em promover a troca de experiências: “Esse é um exemplo da boa prática. E este processo de troca e organização será fundamental para avançar na saúde.”

Satisfeita com os resultados alcançados até o momento, a secretária executiva do Cisbaf, Rosangela Bello, antecipa que a intenção é viabilizar os projetos pilotos de forma estruturada para que o consórcio possa concorrer regionalmente à verba que o Banco Mundial e o Ministério da Saúde estarão liberando para investimento em 15 regiões do país, dentre essas 10 regiões metropolitanas que estejam implantando o sistema de saúde em rede ou teia.


Assessora de Imprensa Cisbaf

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