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Mesquita - Notícias - Nova Iguaçu - Polícia - 14 de julho de 2011

Caso Juan: Batalhão da PM em Mesquita terá que entregar todos os fuzis

A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense pediu a apreensão de todos os fuzis existentes no 20º Batalhão de Polícia Militar de Mesquita, para tentar encontrar mais evidências que possa apontar para os responsáveis pela morte do menino Juan Moraes, de 11 anos, durante operação policial na favela do Danon, em Nova Iguaçu.

Os laudos de balística teriam apontado que quatro dos cinco cartuchos encontrados no local, partiram das armas de policiais do 20º BPM, entretanto, um quinto cartucho, que não teria sido identificado.

Investigação da Polícia Militar indica que tráfico matou o menino

Vinte e dois dias após a morte de Juan, o corregedor-geral da PM anunciou a abertura de Inquérito Policial-Militar para investigar o envolvimento de policiais do 20º BPM (Mesquita) no crime. Antes, os militares respondiam apenas a sindicância interna do batalhão.

As versões colocam em lados opostos as polícias Civil e Militar. De acordo com a apuração da Civil, militares teriam matado Juan na troca de tiros e ocultado o corpo porque não teriam como justificar o auto de resistência — morte em confronto — de uma criança de só 11 anos.

Já a investigação da PM indica que Juan teria sido morto por traficantes da comunidade Danon, em Nova Iguaçu. Segundo informações, os PMs teriam surpreendido Igor de Souza Afonso e o irmão de Juan, W., dormindo. Igor teria reagido e foi morto. Irritados com os ‘subordinados’, traficantes teriam matado Juan como vingança. W. e outra vítima, baleados, fugiram.

Antenas dos celulares dos PMs podem revelar o local que cada um esteve, já que o GPS registrou a presença das viaturas no local do fato e não no Rio Botas, em Belford Roxo, onde o corpo foi achado.

Na manhã do crime, os PMs teriam ido à comunidade checar uma denúncia. A reconstituição apontou que à noite eles voltaram pela parte alta e deixaram a viatura longe do beco e foram a pé. Depois, posicionaram-se à espera de um traficante. A simulação apontou contradições nos depoimentos dos policiais.

Quebra de sigilo telefônico autorizada

O juiz Marcio Alexandre Pacheco da Silva, do 4º Tribunal do Júri de Nova Iguaçu, decretou na tarde desta terça-feira, a pedido do Ministério Público, a quebra de sigilo dos dados telefônicos de mais duas linhas telefônicas de policiais militares suspeitos de envolvimento no caso do assassinato do menino Juan Moraes. Pela manhã, o TJ já havia divulgado que todos os investigados no desaparecimento e morte da criança teriam o sigilo telefônico quebrado. Os nomes dos envolvidos não foi divulgado.

A quebra do sigilo telefônico foi autorizada pelo juiz Márcio Pacheco da Silva, do 4º Tribunal do Júri de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O pedido veio do Ministério Público. Quatro policiais militares que estavam na Favela do Danon já foram afastados das ruas e estão sendo investigados pelo comandante-geral da corporação, coronel Mário Sérgio Duarte. Outros sete PMs que patrulhavam as ruas no entorno da comunidade também também serão submetidos ao processo.

A reconstituição do caso foi realizada na última sexta-feira na Favela do Danon, mas só terminou na madrugada de sábado. Os quatro PMs, que se recusaram a dar explicações no local durante o dia, foram os últimos a ser ouvidos. Os outros PMs que atuavam nas redondezas também participaram da reprodução simulada.

Policiais suspeitos de executar traficante

Registrada na 56ª DP (Comendador Soares) como auto de resistência, a morte de Igor de Souza Afonso, de 17 anos, apontado por policiais do 20º BPM (Mesquita) como traficante — baleado durante a ação em que o menino Juan Moraes, de 11, desapareceu — pode ganhar novos rumos. A perícia no corpo do jovem aponta que ele pode ter sido executado, apesar de os disparos não terem sido dados a curta distância.

 

 

Fonte: O Dia Online

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