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Notícias - Nova Iguaçu - Teatro e dança - 8 de março de 2013

Maracatu se apresenta no SESC Nova Iguaçu

maracatuDando início oficialmente às atividades pós-carnaval, o Maracatu Baque da Mata se apresenta no Sesc de Nova Iguaçu, neste domingo (10/03), às partir das 16h, levando um pouco da história e da sonoridade de uma das representações culturais mais legítimas do país.
O Maracatu Baque da Mata reúne, desde 2011, amigos e percussionistas apaixonados pelo ritmo para difundir a cultura regional brasileira aliando arte às questões sociais e ambientais da região. Como a maioria das manifestações populares do país, é uma grande mistura das culturas africanas, indígenas e europeias. A batida, ou ”baque”, surgiu inicialmente de forma despretensiosa para o grupo de Nova Iguaçu. Após mergulhos em estudos e pesquisas do maracatu de baque virado de Recife, a frequência de encontros e o aumento do número de interessados em aprender instrumentos como alfaia, caixa, gonguê e ganzá, surgiram as oficinas livres. Inicialmente realizadas em local fixo, na Casa de Cultura de Nova Iguaçu, agora adotam modelos itinerantes realizando os ensaios em praças públicas e bairros próximos ao Centro da cidade.
O primeiro grupo de Maracatu da Baixada Fluminense conta atualmente com 15 ”batuqueiros”, como são popularmente conhecidos os percussionistas do ritmo. O Baque da Mata acredita que é possível descobrir e incentivar a geração de novos músicos, percursionistas e dançarinos dispostos a participar com alegria e responsabilidade deste movimento – que se reconhece consciente de sua real missão: divulgar com cunho social e ecológico um dos segmentos mais ricos e plurais da cultura popular brasileira. Apresentações, cortejos, ensaios abertos e demais intervenções artísticas também fazem parte das atividades do Coletivo. Desde de setembro de 2012, as oficinas gratuitas e abertas transformam as ruas e demais espaços públicos em pontos de resistência cultural brasileira na cidade.
Verde que te quero verde 
Além das atividades voltadas para a música, o grupo ainda desenvolve outras três paralelamente que abrangem: a prática regular de esportes, apoio às demais manifestações artísticas (como poesia e produção de artesanato) e a preservação da natureza aliada ao consumo sustentável – a exemplo do ”Escambatuque”. A feira cultural sustentável visa estimular cada vez mais o consumo responsável difundindo a prática de uma economia mais solidária e divertida, sempre ao som de ritmos regionais como maracatu, forró e o samba de roda. A ideia é levar itens que não são mais utilizados e trocá-los por outros objetos – de pessoas que também não os utilizem mais. Assim, livros, roupas, cds, dvd’s, quadros, instrumentos musicais e até objetos de decoração que, a princípio, seriam descartados ou esquecidos no fundo de qualquer armário, já podem ganhar novos destinos que não sejam as latas de lixo.
Além da oficina de percussão, durante a feira também é possível participar de atividades como slackline (fita de nylon, estreita e flexível, utilizada para a prática do esporte de equilíbrio que leva o mesmo nome) e longboard – skate mais longo e largo com rodas maiores e mais suaves – gratuitamente.

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